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QUEM PAGA PELOS PREJUÍZOS DE UM ATAQUE CIBERNÉTICO MUNDIAL?

QUEM PAGA PELOS PREJUÍZOS DE UM ATAQUE CIBERNÉTICO MUNDIAL?

Essa última semana o mundo foi abalado com a notícia de um ataque cibernético aos sistemas de empresas no mundo todo. As primeiras notícias afirmam que os ataques começam na Espanha, nos sistemas da companhia Telefônica e se espalharam mundo afora. No Brasil, além da Vivo, que pertence à Telefônica, o sistema do TJSP também fora atingido, onde todos os funcionários foram orientados a desligar seus computadores.


 

O ataque tinha como objetivo sequestrar os dados do usuário ou do sistema, e solicitar um resgate (ransom) em dinheiro virtual (bitcoin) para devolução dos dados criptografados da máquina infectada. Esse foi o maior ciberataque da história, mas ataques de hackers aos computadores acontecem todos os dias, há tempos.


 

De acordo com Alvaro Igrejas, da consultoria Willis Towers Watson Brasil, os crimes praticados por hackers cresceram 197% no Brasil nos anos de 2013 e 2014, representando o maior volume da América Latina. No mundo, são criados por minuto 45 novos vírus, 200 novos sites maliciosos, 5 mil novas versões de malware, 180 identidades roubadas e cerca de U$ 2 milhões perdidos.


 

Diante desse cenário perigoso, será que sua empresa está mesmo protegida? Com certeza não, mas existem algumas medidas para melhorar a segurança dos seus dados.


A primeira delas é manter os sistemas sempre atualizados. O ataque que veio da Espanha só foi possível graças a uma falha do Windows, que inclusive já havia sido detectada pela Microsoft, e divulgada a correção, mas que ainda não tinha sido aplicada em grande parte dos usuários no mundo.


 

Para que seus sistemas sejam sempre atualizados, é importante ter uma equipe bem treinada e confiável. Sabemos que esse último item é o mais difícil porque estamos lidando com pessoas.


 

Outra medida, é usar diferentes soluções, complementares, criando 'camadas', de sistemas e fabricantes diferentes. Em toda a minha experiência como perito digital, percebemos as seguintes motivações para ataques como os que vimos:


 

Financeira -  quando o hacker invade um sistema para levar alguma vantagem financeira;


 

Pessoal – quando, por alguma razão, o hacker tem como intenção prejudicar a empresa onde trabalhou, por exemplo. Ou ainda, como forma de demonstrar suas habilidades.


 

Essa constatação nos leva a refletir sobre como proteger os dados de uma empresa, já que esta vive e é alimentada por pessoas. Depois da aprovação do Marco Civil da Internet muitas questões ficaram mais claras, e a própria Justiça já reconhece como crime muitas ações realizadas na internet.


 

Talvez o maior desafio dessa modalidade seja comprovar quem é o autor do crime, já que crimes pela internet podem ser cometidos de qualquer lugar do mundo. A boa notícia é que assim como na ciência forense, no mundo digital, os criminosos também podem deixam pistas, que podem ser examinadas por um perito até chegar ao criminoso.


 

Normalmente, quando a ação a ser julgada envolve o mundo virtual, os juízes podem nomear especialistas capazes que ajudar na comprovação do crime. Da mesma maneira, as partes envolvidas também podem contratar detetives para descobrir quem os atacou.


 

No entanto, a grande discussão nesse que foi o maior ataque cibernético da história, é como condenar um criminoso estrangeiro por danos causados no Brasil, mas em ambiente virtual. Hoje, cada país tem leis próprias que regem crimes na internet, mas com o avanço de pessoas no mundo virtual, será preciso discutir qual é a melhor forma de lidar com a questão.


 

Será que, assim como temos a Interpol – polícia internacional, teremos uma corte internacional para cuidar dos crimes cibernéticos?

 

Roberto Alessandro, Diretor da BCA Informática e consultor de TI do PG Advogados.​​

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