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PERFIS FALSOS NAS REDES SOCIAIS TAMBÉM IMPACTAM EMPRESAS

PERFIS FALSOS NAS REDES SOCIAIS TAMBÉM IMPACTAM EMPRESAS

Um relatório produzido pelo Facebook em maio de 2012 e divulgado pelo jornal Correio Braziliense aponta que um dos maiores riscos do negócio Facebook é o número de contas duplicadas ou falsas, ou seja, os famosos perfis fake. Dos 900 milhões de usuários da rede no mundo, o levantamento aponta que 6% eram falsos, totalizando 54 milhões de contas falsas no mundo.

Por esse dado de apenas uma das redes sociais que existem hoje, já é possível prever o impacto disso na vida das pessoas. Quem nunca curtiu uma página no Facebook achando ser de um ator ou atriz famoso e depois descobriu que se tratava de uma página "não oficial?

Quando a intenção é apenas homenagear o ídolo, tudo certo e quando o objetivo é prejudicar a vida de alguém? Não são raros os casos de pessoas que reclamam ao Facebook estarem sendo caluniadas por um perfil falso de si mesma. Todos os meses a rede analisa milhões de pedidos de exclusão de páginas ou perfis.

A grande novidade é que cresce também o número de empresas que estão sofrendo com a criação de perfis falsos. Com a clara intensão de prejudicar a imagem e o bolso de algumas empresas, uma pessoa cria um perfil falso de uma grande empresa, oferece produtos a preços mais baixos que os praticados no mercado e atraem uma série de consumidores buscando promoções.

Esse tipo de golpe é muito comum em épocas de grandes vendas como, por exemplo, a a Black Friday, onde as compras virtuais batem recorde. E acreditem, mesmo com toda segurança implantada, isso ocorre com grandes empresas.


O que fazer quando a empresa descobre perfil falso na internet

A primeira providência que uma empresa deve tomar é denunciar ao Facebook a página fake e como isso está prejudicando o negócio. Se for algo muito óbvio como oferecer uma televisão pela metade do preço praticado na loja, o próprio Facebook se encarrega de retirar o perfil do ar, mesmo que demore algum tempo, já que a rede recebe milhões de denúncias por mês.

Caso seja um problema mais complexo, a companhia provavelmente terá que recorrer a Justiça para resolver a questão. Dessa forma, a primeira providência é contratar um advogado, que irá recolher todas as documentações necessárias. E para juntar as provas do crime, será possível contar com o auxílio de um perito digital.

A função desse especialista é trilhar todo o caminho feito pelo criminoso até descobrir sua identidade. Crimes na internet também deixam evidências, assim como no mundo criminal off-line.

Na maioria dos casos em que trabalhei, os criminosos montam perfis falsos com dois objetivos muito claros: financeiro ou pessoal. A partir dessa premissa, fica ainda mais fácil identificar o criador de um perfil falso.

Quando a motivação é financeira, o autor monta o perfil falso para dar um golpe. Ele oferece um produto mais barato, atrai grande quantidade de compradores e não entrega a mercadoria, deixando o prejuízo para a companhia.

Já na motivação pessoal, o objetivo é atacar a reputação da empresa. Então, o criador do perfil fake coloca na internet uma série de notícias falsas que prejudicam aquela companhia. Na maioria dos casos como esse, observamos que autor é motivado por uma demissão, que o autor considera injusta ou por uma briga com o ex-chefe.


O que fazer para evitar o problema?

O primeiro cuidado é manter um time qualificado para cuidar das redes sociais da companhia, tendo nele pessoas com conhecimento de segurança, monitoramento das redes. É muito comum as empresas esquecerem de monitorar o que estão falando dela na rede, mesmo que não esteja marcada. Na maioria dos casos é com esse monitoramento que descobrimos perfis falsos.

O segundo ponto importante é ter uma assessoria jurídica que entenda bem do assunto para que, caso haja uma situação com perfil falso, seja possível corrigir o problema rapidamente.

E a terceira questão é ter uma política clara para mexer nas redes sociais da empresa. Incentive que seus funcionários tenham perfis como colaboradores da empresa e não como pessoas físicas. O Skype, por exemplo, já criou uma ferramenta só para business. O LinkedIn também já possui ferramentas para isso. Infelizmente, o Facebook não tem, por isso, sempre mantenha mais de um colaborador como administrador da página.

Enquanto houver interesse em atingir pessoas ou companhias, a segurança na internet estará sempre em xeque, mas o importante é manter o caminho das provas para que em caso de problemas, seja possível chegar ao autor do crime.


Roberto Alessandro é Diretor da BCA Informática e Consultor de TI do escritório PG Advogados Associados.​

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