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POR QUE UM ATAQUE CIBERNÉTICO A CAIXAS ELETRÔNICOS É MAIS PERIGOSO

POR QUE UM ATAQUE CIBERNÉTICO A CAIXAS ELETRÔNICOS É MAIS PERIGOSO

Em um dos episódios da segunda temporada de CSI Cyber, um ataque cibernético programava dezenas de caixas eletrônicos para soltarem dinheiro na rua. O que parecia ser apenas um roteiro de Hollywood se tornou realidade no final de junho.

 

Usuários de caixas eletrônicos na Ucrânia foram surpreendidos com pedido de resgate no valor de R$ 1 mil para voltar a acessar suas contas. Além dos caixas eletrônicos, a Usina de Chernobyl e o aeroporto na capital Kiev também foram atingidos.

 

Essa segunda onda de ataques cibernéticos em tão pouco tempo assustou o mundo pela complexidade. E por quê esse ataque foi mais sério? Porque para invadir o sistema de um caixa eletrônico é necessário ter acesso a central do banco. Isso significa que os hackers que espalharam o vírus quebraram a segurança bancária, que é uma das mais preparadas para resistir.

 

Além da gravidade do ataque aos caixas eletrônicos, atingir a Usina de Chernobyl e o aeroporto da capital Kiev também preocuparam os especialistas por se tratar de três pontos sensíveis do país, que classificou o ataque como o maior de sua história. Além da Ucrânia, o vírus atingiu Rússia, Noruega, Romênia, Espanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.

 

O vírus Petya nos parece ser a evolução do Wannacry, que atingiu mais de 250 mil computadores no final de maio, porque ele ultrapassou a barreira da internet e se espalhou por terminais que não estão conectados diretamente a uma rede comum. E como já falamos em textos anteriores, por trás de todo ataque cibernético existe uma motivação que pode ser financeira, pessoal ou política.

 

Diante dessa constatação, já existe muita especulação dizendo que a real razão desse ataque à Ucrânia teria sido política. Esses boatos ganham força entre os especialistas principalmente porque os dados não estão sendo devolvidos, mesmo mediante pagamento de resgate. Um levantamento da empresa Mcafee mostrou que no primeiro dia já havia feito pagamento de US$ 7,5 mil como resgate, mas não houve devolução dos dados.

 

Será que o fato sequestrar dados aleatórios foi apenas uma forma de tirar a atenção e confundir os especialistas para não mostrar o verdadeiro alvo? De qualquer forma, muitas pessoas foram prejudicadas com o ataque. No Brasil, por exemplo, as oito unidades do Hospital do Câncer de Barretos instaladas no país ficaram sem atendimento até restaurar o sistema.

 

Esse cenário nos mostra que com o mundo cada vez mais conectado, podemos ser prejudicados por ataques que em nada tem a ver conosco. Assim, nossa recomendação sempre é manter todos os sistemas atualizados e nunca clicar em links suspeitos.

 

 

Os crimes cibernéticos estão evoluindo sim, mas as portas de entrada continuam as mesmas: ou pela quebra do sistema ou pelo famoso phishing, sendo através de um link com a isca para o ciber criminoso entrar em seus dispositivos.

 

Esses dois ataques foram focados na invasão de computadores com sistema operacional Windows, mas já temos variações do Petya em versões para Android, que sequestram os dados dos celulares.  Por isso, o melhor é estar sempre alerta!

 

Roberto Alessandro é Diretor da BCA Informática e Consultor de TI do escritório PG Advogados Associados.

 

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