Sign In
<img alt="" src="http://sp.pgadvogados.com.br/PublishingImages/Noticias/noticias.jpg" width="3844" style="BORDER: 0px solid; ">

Notícias

Os desafios das grandes corporações diante do amplo crescimento das Startups

Os desafios das grandes corporações diante do amplo crescimento das Startups

Nos últimos tempos tem se falado muito em Startups, seja pelo fato de tais empresas oferecerem serviços e produtos inovadores, seja pelo fato de apresentarem, em sua maioria, ótimo custo-benefício. No entanto como ficam as grandes empresas diante desse cenário, supostamente, tão atrativo?

 

Para tais gigantes, é preciso se reinventar. Não há tempo para comodismo, e o cenário mostra que, às vezes, em time que está ganhando, também é preciso mexer. Ou seja, mesmo que as atuais soluções ainda funcionem, serão necessárias novas formas de entregar o mesmo serviço para continuar ganhando mercado.

 

Para dar um exemplo de segmento que passa por mudanças, podemos citar o bancário, que de uns anos para cá estão lidando com novos negócios que estão mexendo no coração do tradicional modelo de negócios. Novas empresas de cartão de crédito, novos formatos de contas bancárias, totalmente digitais e com atendimento encantador, tem feito o consumidor brasileiro repensar o tipo de serviço quando o assunto é instituição financeira.

 

Dito isso, resta claro que é preciso se reinventar, porém é imprescindível fazer escolhas certas e, ainda, como o pensamento de Guilherme Stocco, saber que o retorno financeiro não ocorrerá de imediato:

 

"Em um primeiro momento, investir em uma startup, por exemplo, não traz lucro. Mas isso pode salvar a empresa, perpetuar ela. Não dá mais para não abraçar a inovação."

 

No entanto, a dúvida que paira é: como se reinventar? Uma das ideias de diversos especialistas seria a reinvenção através da criação de startups internas, ou seja, os próprios colaboradores poderiam criar projetos para melhoria da corporação.

 

Esta ideia é, talvez, uma das melhores formas de inovar, vez que quem conhece melhor as fragilidades e os destaques da empresa senão seus próprios funcionários? Todavia é importante não perder de vista o que acontece externamente. Neste modelo é essencial que seja elaborado contrato prevendo todos os cenários possíveis, principalmente no que tange ao acatamento das ideias propostas pelos colaboradores, ou seja, é preciso prever contratualmente as implicações ao acolher e colocar em práticas os projetos dos colaboradores, como, por exemplo, se haverá participação nos lucros, se os projetos serão remunerados, entre outras coisas.

 

Outra forma de se reinventar é através da contratação de startups, sendo esta outra saída bastante interessante, haja vista que a empresa comprará o serviço ou produto pronto. Neste caso, a mudança é mais rápida, uma vez que não se faz necessária à criação da ideia ou mesmo realizar movimentações internas.

 

Nesta conjuntura se faz indispensável à elaboração de contratos rigorosos, os quais devem estabelecer os papéis e responsabilidades de cada uma das empresas, a contratante e a startup contratada. Além disso, é vital que se estabeleça contratualmente se o serviço ou produto desenvolvido pela startup é exclusivo da empresa contratante e assim se tornará propriedade desta ou ele pode ser comercializado com diversas empresas e continua sendo propriedade da Startup, vez que na hipótese de haver problemas é fundamental que esteja previsto quem deverá ser acionado administrativa ou judicialmente.

 

A terceira proposta para inovação seria por meio da compra de Startups. Um execelente exemplo disso foi à compra do Youtube pelo Google. Neste contexto tem-se que os principais problemas seriam junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão responsável por "analisar e aprovar ou não os atos de concentração econômica, de investigar condutas prejudiciais à livre concorrência e, se for o caso, aplicar punições aos infratores, e de disseminar a cultura da livre concorrência"[1].

 

De acordo com o Princípio da Livre Concorrência, previsto no artigo 170, inciso IV da Constituição Federal, a concorrência não pode ser restringida por empresas com poder de mercado, além disso, é imprescindível que se evite a criação de monopólios, vez que o Consumidor estará totalmente rendido e a qualidade dos produtos e serviços está altamente comprometida. Ou seja, ao realizar a compra de Startups as empresas precisam, além de contratos minuciosos e extremamente detalhados, realizar alta análise do mercado e os possíveis impactos.

 

Em suma, existem diversas formas de se reinventar e, consequentemente, inovar, contudo, para uma empresa que tem o desejo de se reinventar, é preciso agir imediatamente. Além disso, as parcerias entre grandes empresas e startups é algo onde todos os envolvidos ganham, ora os novos empreendedores auxiliam as empresas a criar novos projetos de forma descomplicada e, muitas vezes, mais barata, enquanto as empresas oferecem conhecimento acerca de diversos procedimentos em inúmeras áreas. Ou seja, inovar não é uma ideia que pode ser protelada, não é tolerável o comodismo, ao se negar a inovar as empresas estarão assinando sua sentença de morte. No entanto sem um bom assessoramento jurídico o insucesso é claro.

 

 

Luise dos Santos Mattioti, Advogada no Pires & Gonçalves Advogados.


-----------------------------------------------------------------------

[1] http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-gerais-sobre-defesa-da-concorrencia​

Alphavile - SP

Al. Rio Negro, 161, 11°andar - cjs. 1101 e 1102

Alphaville - Barueri - SP - CEP ZIP CODE : 06454-000

Tel Phone .: (55 11) 3038-3888

São Paulo - SP

Av. Brig. Faria Lima, 1226, 5ª andar

São Paulo - SP CEP ZIP CODE : 01451-915

Tel Phone .: (55 11) 3038-3888