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RELATIVIZAÇÃO DA APLICAÇÃO DA TEORIA DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

RELATIVIZAÇÃO DA APLICAÇÃO DA TEORIA DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

Está na Wikipédia: "Obsolescência programada é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto. "

"A obsolescência programada foi criada, na década de 1920, pelo então presidente da General Motors, Alfred Sloam. Ele procurou atrair os consumidores a trocar de carro frequentemente, tendo como apelo a mudança anual de modelos e acessórios. "

Eu discordo do complemento, "Na tecnologia, empresas como Apple e Microsoft são comumente lembradas por adotarem essa estratégia de negócios em seus produtos e sistemas operacionais, como o iOS (Apple) e o Windows (Microsoft). " 

Discordo, porque, me parece desigual aplicar a teoria concebida para a General Motors, à Apple, à Microsoft ou a outra empresa de tecnologia. A desigualdade reside no tempo.

Ademais a teoria da obsolescência, criada na década de 1920, época em que as coisas eram feitas para durar de forma permanente, também pressupõe a existência de malicia, de má fé do fabricante.

A Apple, a Microsoft, as demais empresas de tecnologia e nós, somos contemporâneos da velocidade. Da velocidade das transformações. Da velocidade das informações. De um tempo em que a velocidade do transitório deixou para trás o permanente.

E a modernidade é tanta que, hoje, todos nós temos nossa vida íntima e privada no aparelho celular. Novos programas para computadores, novas formas de acessos à rede mundial de computadores e todas essas coisas novas são novas por algumas horas. 

Ninguém, nos dias de hoje, se impressiona mais com isso.

O aparelho celular se tornou o bem mais importante da vida de qualquer pessoa. Nele, ontem, se armazenam telefones pessoais e profissionais. Hoje se armazenam correspondências pessoais e profissionais, se movimentam contas bancárias, se efetuam pagamentos e por aí a fora... 

Daí a necessidade, de atualizações permanentes. Ante as necessidades de hoje, os sistemas de ontem tornaram-se obsoletos.

A rapidez em excesso é necessária. Falta tempo para se perder tempo. A expressão "temos todo tempo do mundo" foi revogada pelo próprio tempo. O mundo globalizado não suporta perda de tempo. E a pressa, embora fundamental, inevitavelmente gera desacertos. 

Não há tempo para testar em laboratório o componente que foi inventado ontem e precisa funcionar hoje. Assim, se funcionar bem, excelente. Se não funcionar bem, corrige-se o desacerto e, necessariamente, se acerta como o consumidor.

Em razão dos inevitáveis desacertos, as empresas de tecnologia têm departamentos vocacionados a atender pronta e espontaneamente as demandas legítimas dos seus consumidores.

As empresas sabem os direitos dos consumidores e suas obrigações e implicações legislativas, administrativas e judiciais. 

Todas têm o inequívoco propósito de evitar litígios. 

Todas buscam solucionar amigavelmente qualquer problema de qualquer cliente, inclusive, porque, a via judicial, além de mais onerosa, implica na perda daquele cliente.

As empresas só não atendem espontaneamente as demandas dos consumidores quando estes buscam extrair do problema alguma vantagem exagerada.

A intervenção do Judiciário, portanto, é desnecessária. 

Não há malícia nos desacertos. Erram de boa-fé. No propósito de inovar. 

E todas querem, sempre, consertar e reparar o erro.

 

Roberta Forlani, Advogada no Pires e Gonçalves Advogados.

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