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“Maquininhas de cartão” despertam maior investimento dos bancos

“Maquininhas de cartão” despertam maior investimento dos bancos

A Cielo, no início de 2018 assumiu 100% da empresa Stelo, com a compra dos 70% que restavam para o controle total da companhia. Com a compra da Stelo, a Cielo, que até então apenas trabalhava com o aluguel dos seus equipamentos, passará também a vendê-los, contudo, com o logotipo Stelo. Com isso, o Banco Bradesco, principal controlador da empresa Cielo, que, por sua vez, possui o controle total da Stelo, passa a integrar definitivamente o mercado de adquirência com a venda de "maquininhas" que já contava com bancos como: Santander, com a Getnet, Itaú Unibanco, com a Rede, e os próprios Bradesco e Banco do Brasil, com a Cielo.

 

Além das máquinas Stelo, Bradesco e Banco do Brasil passarão também a oferecer em suas agências máquinas de cartão personalizadas com o seu próprio nome, tendo o Bradesco batizado a sua de "Bradesquinha".

 

A intenção do Bradesco e Banco do Brasil, capitaneado pela Cielo, expoente marca no mercado de adquirência, é bater de frente com a PagSeguro UOL, pioneira no setor de venda de POS (Point of Sale - Ponto de Venda).

 

Em entrevista ao Estadão, o presidente do Banco Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que "na mira do banco estão os pequenos varejistas que já são clientes, mas recorrem à concorrência na hora de escolher um parceiro para o recebimento de pagamentos." Alguns desses clientes, ainda nas palavras de Lazari, "preferem comprar a máquina porque não dá para ficar todo mês pagando aluguel."

 

A Cielo, segundo pesquisa elaborada pelo Insper, ainda é a grande marca no mercado de adquirência, possuindo 47% do setor, seguida pela Rede, com 24%. No entanto, importante considerar que em 2011 a Cielo detinha 57,2%, sobre 42,8% da Rede.

 

De acordo com reportagem publicada pelo Valor Econômico, em 10 de agosto de 2017, "No segundo trimestre de 2017, a Cielo registrou um recuo de 14,9% na base de POS ante o mesmo período de 2016. Na Rede, a redução no número de maquininhas foi ainda maior, de 21,9%."  

 

Na mesma reportagem do Valor, a professora do Insper, Juliana Inhasz, afirma que de 2015 pra cá, muitos negócios que eram grandes e alugavam POS diminuíram de tamanho e passaram a optar pelas máquinas com custo menor. Alguns até fecharam e o dono e funcionários viraram trabalhadores informais, que também escolhem esses modelos."


Percebe-se, portanto, que com a chegada das novatas como a PagSeguro, Stone, SafraPay, entre outras, as poderosas Cielo e Rede passaram a perder uma fatia considerável do mercado, principalmente com os pequenos comerciantes.

 

Nesse contexto, esses novos produtos vêm para acrescentar mais valor ao vasto portfólio da Cielo, tornando-se, dessa forma, um elo cada vez mais forte, que certamente acirrará ainda mais o segmento de meios de pagamento, possivelmente fazendo com que a Cielo retome uma boa parte do mercado que havia perdido.

 

Adriano Boschi Melo, Advogado no Pires e Gonçalves Advogados.

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