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Cresce o número de ciberataques e sequestro de dados

Cresce o número de ciberataques e sequestro de dados

Empresas precisam estar atentas e atualizadas diante das ameaças

Uma pesquisa realizada pela empresa americana de segurança digital Fortinet, divulgada em setembro, apontou que o Brasil sofreu 16,2 bilhões e tentativas de ciberataques só no primeiro semestre de 2021.

Além dos números gigantes, preocupa o crescimento deste tipo de prática, que somou durante todo o ano passado 8,4 bilhões de tentativas de cibertaques, no País. Ou seja, na metade deste ano já vivenciamos quase o dobro do número de incidentes.

Para as empresas, o sequestro de dados é um fator de grande preocupação, uma vez que o cenário dinâmico das tecnologias exige constantes atualizações de segurança, em meio ao cenário digital de negócios que foi acelerado pela pandemia.

A chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trouxe para as empresas regulamentação e segurança jurídica, que permitiram também incentivar políticas de cibersegurança. Ainda assim, as ameaças dos ciberataques e sequestros de dados continuam sendo uma triste realidade para os negócios.

Neste cenário, Rafael Gama, especialista na área da privacidade e proteção de dados do PG Advogados ressalta que é necessário para as empresas entender que o ataque cibernético é uma realidade e é atual, não é o futuro. “As tentativas de invasão são diárias e o aprimoramento das medidas técnicas e organizacionais relativas à segurança da informação deve ser considerada como pauta urgente. O risco à reputação da empresa e ao compromisso perante aos titulares de dados são fatores que podem motivar às empresas a buscar o maior nível de proteção possível exigido pelo seu modelo de negócio”.

Algumas dicas podem contribuir para ampliar a segurança das empresas. Entre elas estão a atualização de programas e equipamentos, cuidados com máquinas que não são da empresa, uma vez que equipamentos próprios podem não primar pela segurança desejada. A adoção de uma política voltada para a gestão de dados também colabora bastante, assim como o monitoramento das redes, tráfegos e acessos, além de muita atenção nas tendências das vulnerabilidades apontadas pelo mercado.