Convidado: Palmarino Neto, diretor Jurídico da Ri-Happy/PB Kids (Foto: Marcelo Justo/Divulgação)1) Em junho deste ano você foi um dos 50 executivos jurídicos mais lembrados por seus pares em uma pesquisa realizada pela Análise Editorial. Qual aspecto do seu trabalho realizado na Ri-Happy/PB Kids você atribuiria a esse reconhecimento? Você destacaria algum momento ou projeto que esteve envolvido desde o início da sua atuação na empresa?Palmarino: Acredito que dois motivos foram essenciais para eu ser reconhecido por meus pares. Trabalho no ambiente jurídico corporativo há mais de 23 anos e com a área de Segurança da Informação há pelo menos 15 anos, e nesse tempo consegui estabelecer uma boa rede de relacionamentos com colegas de outras empresas, principalmente por eu participar de vários fóruns e comitês jurídicos. Nessas ocasiões era natural a troca de ideias e o debate sobre novas iniciativas, e entendo que minhas colocações favoreceram a lembrança do meu nome. Especificamente na Ri Happy, antes mesmo da Lei Anticorrupção entrar em vigor, nós já promovíamos ações simples e efetivas como parte do Programa de Ética e Conformidade lançado oficialmente na empresa em fevereiro de 2014. As diferentes ações e providências relacionadas a este tema, por terem sido feitas com tempo e planejamento, através de pesquisas e opiniões prévias das lideranças da empresa, acabaram sendo bem aceitas e se tornaram referência para os colaboradores, pois várias dessas políticas refletiam muitas ideias e sugestões já trabalhadas internamente, e tiveram mais fácil adesão pela equipe.2) Recentemente você declarou que a companhia vem investindo em um programa de CRM para aumentar o conhecimento e preferências sobre os clientes. Quais fatores influenciaram essa decisão? Detalhe.Palmarino: Esta iniciativa tem a ver com a própria mudança do perfil do cliente e do caminho das vendas. Com o avanço tecnológico, o momento de compra muda a todo instante. A venda que antes ocorria de forma natural, agora precisa de diferentes vias para acontecer. Como nossa característica e marca, ao longo destes anos de existência, é a prestação de serviços, percebemos que ter somente um bom atendimento não bastaria para o que está vindo pela frente, sendo preciso ter diferentes canais e diferentes opções para receber e atender o cliente. Ou seja, é preciso entender o que os compradores esperam de nossas lojas e funcionários, e aplicar na prática para que alcemos os nossos objetivos.3) A Ri-Happy/PB Kids desenvolve outras ações voltadas para a gestão de informações? De que maneira o Jurídico atua nesse processo?Palmarino: Sim, a tecnologia e a informação devem caminhar juntas e cada vez mais são indispensáveis para os negócios. Estamos totalmente engajados com isso, visando, por exemplo, a oferta de um melhor sortimento de produtos, mais capacitação para nossos vendedores, mais aderência às expectativas de nossos clientes, etc. Para isso dispomos de “atendômetros” em mais de 95 lojas, que medem a qualidade do atendimento, e utilizamos leitores presenciais que contabilizam o número de pessoas que entraram na loja, comparando com a quantidade de vendas efetuadas. O Jurídico está presente não somente para regular as questões legais dos contratos, mas também para auxiliar na tomada de decisões da empresa de uma forma mais ampla. Nestes últimos anos já percebemos uma tendência cada vez mais forte do Jurídico se aproximar da gestão, tendo maior participação nas deliberações e na tomada de decisões do negócio como um todo. Por isso, é essencial que a área jurídica conheça o seu negócio, ajudando a refletir sobre pontos importantes nas operações e no desempenho da companhia de um modo geral.