O QUE OS 8 ANOS DE BLACK FRIDAY ENSINARAM PARA O MERCADO BRASILEIRO

Com a primeira edição no Brasil em 2010, a Black Friday inaugura oficialmente as vendas para o Natal. A data, importada dos Estados Unidos, deu tão certo que se tornou uma das mais relevantes quando pensamos em vendas de produtos e serviços. Com toda expressividade que lhe cabe, a Black Friday traz consigo desafios da imensidão de um país como o Brasil.
Diante desse cenário, talvez o maior dos desafios seja mostrar ao consumidor a importância de se planejar para as compras. É fundamental estar antenado com preços, mas também prestar atenção aos termos e condições para aquisição do produto ou serviço, incluindo o prazo de entrega ou de disponibilidade.
Outra questão que sempre acaba por frustrar os consumidores é a questão das fraudes. Ao longo dessas oito edições, vimos crescer a quantidade de golpistas que enganam o consumidor com ofertas falsas, que a depender do caso, podem ser caracterizadas como roubo. Por essa razão, sempre desconfiar de ofertas muito incríveis, mesmo em tempos de Black Friday. Recebeu aquele link por mensagem? Entre no site da loja e cheque a veracidade da informação.
A maior parte das empresas, principalmente aquelas ligadas ao comércio eletrônico, já estão preparadas para lidar com essas questões. Grandes e-commerces mantém suas equipes de atendimento de plantão para orientar os consumidores e assim por diante. Esses cuidados impedem que a euforia de uma grande oferta se transforme em decepção e prejuízo.
Hoje os meios sociais como sites, Facebook, ajudam a tornar o evento mais confiável. Porém um bom planejamento, tanto por parte dos consumidores quanto por parte das empresas poderá ser o elemento que separará o sucesso do fracasso do evento. Ao longo dos anos constatamos que o mal planejamento dos consumidores e das vendas é um dos maiores problemas da Black Friday.
A maior parte das grandes companhias já se prepara com muitos meses de antecedência para atender a demanda dessa data. Porém, com o aumento ano a ano da popularidade da Black Friday, empresas com menor estrutura pegam carona na euforia do mercado e não planejam corretamente a logística para atender todo volume gerado pela data.
Tal atitude gera consequências sérias! Ao longo desses anos atuando junto às empresas, constatamos que as que vendas mal planejadas geram reclamações na Justiça, cerca de dois meses depois. Ou seja, começarão o ano com problemas para resolver e, consequentemente, gastarão valores que não estão planejados com pagamento de indenizações.
Orientamos as empresas a investirem em um bom planejamento e desenvolvimento de estratégias focadas na Black Friday, pois acarreta benefícios futuros. Evitará erros, reduzirá as reclamações e principalmente aumentará a satisfação dos clientes.
Um grande diferencial é investir na capacitação dos seus consultores de atendimento, oferecendo um tratamento proativo, que evita o descontentamento do consumidor.
Se antecipar as reclamações, ampliando a oferta de informações para gerar segurança na venda, na logística e garantindo a entrega é uma excelente forma de reduzir a ansiedade e diminuir a frustração.
Esse ano o mercado enfrentará duas provas de fogo: grandes marcas que se tornaram marketplaces e empresas menores, que terão a mesma visibilidade das gigantes. Será que estão preparadas para essa grande vitrine?
Roberta Forlani, advogada do PG Advogados.

