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PPP News: De Olho no Mercado

PPP News: De Olho no Mercado

Somente no final do ano passado, os ataques digitais com malware financeiro aumentaram 22,49%. Foram registrados 319 mil ataques desse tipo pelo mundo no período. A ação dos cibercriminosos cresce à medida em que avança a adesão dos serviços bancários digitais. Além disso, é grande o despreparo dos usuários, que ainda não têm o hábito de manter seus smartphones e tablets blindados com os mecanismos de segurança. Mauro Melo, CEO da Credilink, empresa de informações de crédito, fala sobre os desafios que as instituições do segmento seguem enfrentando para se adequar às transformações tecnológicas.

1 - Quais os principais desafios de Segurança no ambiente digital para as instituições financeiras?Mauro: Criar métodos e formas para garantir a proteção das instituições financeiras e dos consumidores. Os benefícios de um banco digital, com múltiplos canais de atendimento, responde a uma demanda crescente em nossa cultura que é o acesso à informação de forma imediata. Porém, essa vontade imediatista abre brecha para vulnerabilidades. Fraudes e roubos deixam de ser algo físico e presencial, e começam a migrar para o mundo digital, onde está a informação. A rapidez, o ambiente não mapeado e a falta de atualização nas legislações que cerquem esse universo digital são um constante obstáculo para uma instituição financeira que queira entrar no ambiente digital.

2 - Você considera que as instituições nacionais estão preparadas para lidar com as fraudes digitais? E os consumidores?Mauro: Presenciamos a cada dia o avanço das fraudes digitais e o consumidor precisa estar mais bem informado para lidar com esse cenário de riscos. Se até hoje estamos suscetíveis a fraudes documentais, com procedimentos que lidamos há anos, imagine o desafio que é no ambiente digital, que envolve uma realidade nova, pouco explorada, e onde o fraudador sequer é visto, o que aumenta a falsa sensação de impunidade. Conforme o mercado de prevenção à fraude evolui, os golpes também progridem de maneira igual. Temos muito a avançar no combate e prevenção de fraudes digitais, assim como os consumidores precisam ter mais acesso de forma rápida e prática sobre como se comportar em um ambiente digital. Não se trata somente de um avanço tecnológico da instituição, mas sim de uma conscientização constante da utilização do meio digital, oriundas do consumidor final, das instituições financeiras e dos prestadores de serviços.

3 - Como você vê a utilização das inovações tecnológicas pelas instituições financeiras do País? Estamos aquém de outros países?Mauro: Os prestadores de serviço estão constantemente avançando no quesito "combate à fraude digital", assim como os fraudadores. Porém, o meio digital apresenta uma característica que difere da fraude documental: nesse ambiente você se depara com um grupo de pessoas mais instruídas, muitas vezes especializadas no assunto, tendo conhecimento detalhado do funcionamento das instituições. Há muitas empresas segmentadas no combate à fraude, mas ainda assim o Brasil é um dos cinco países no ranking de fraudes digitais de acordo com a pesquisa "Consumer Card Fraud 2016". Segundo o estudo, esse número elevado deve-se ao fato da grande quantidade de clientes insatisfeitos com tratamento dos bancos, e que acabam buscando outras alternativas. Mas levando em conta que temos mais de 200 milhões de consumidores, em um território de grande diversidade econômica, estamos bem à frente na utilização das inovações tecnológicas.

4 - No próximo 25 de maio vocês promovem o evento "Segurança nas Instituições Financeiras e Direito do Consumidor no Mundo Digital" (saiba mais). Quais razões motivaram a realização do encontro? Comente.Mauro: A ideia é esclarecer para as instituições e consumidores a realidade desse novo mundo digital. Hoje não podemos fugir desta regra, pois quanto mais escondida a informação, mais teremos problemas de golpes. Ou seja, nosso intuito é trazer um pouco do que estamos vendo no mercado e suas principais tendências para contribuir com esse trabalho preventivo de todos os envolvidos no que tange a questão de fraude. Então estamos trazendo à tona o assunto, dividindo as melhores experiências de mercado, para entendermos melhor o perfil dos usuários, dos criminosos e as caraterísticas do próprio ambiente digital.

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