PPP News: De Olho no Mercado


Quem inaugura a coluna de entrevistas da #pppnews neste ano é o diretor de Tecnologia da MT4, Marcus Vinicius Scharra. Mestre em Segurança da Informação, Segurança de Informação e Inteligência Artificial, o engenheiro e CEO na senhasegura fala sobre tendências na área de SI e gestão inteligente de redes.
1 - Desde o ano passado, a senhasegura - unidade de Segurança da Informação da MT4 Tecnologia - firmou acordo estratégico com o PPP Advogados para oferta conjunta de serviços e tecnologia de segurança de dados alinhados com o Direito Digital. O que motivou a iniciativa? Quais as vantagens de atuações conjuntas como essa?Marcus: Nossa missão é garantir a soberania e proteção de acessos a informações privilegiadas aos nossos clientes. Não acreditamos que é possível atingir um nível de proteção elevado somente fornecendo um software de segurança. Entendemos que a segurança efetiva depende de 4 pilares: processos, ferramentas, aspectos legais e comunicação. Desta maneira, uma aliança com um escritório de renome na área de Direito Digital como o PPP é essencial para que possamos nos capacitar e ofertar aos nossos clientes complementos de serviços que não estivéssemos preparados para oferecer.
As principais vantagens são a complementariedade de competências para atingir resultados complexos. As mudanças tecnológicas são muito rápidas e temos muita dificuldade de prever seus impactos, quanto mais regular seus usos e impactos. Desta maneira, uma visão multidisciplinar oferece uma forma mais ampla de entender as necessidades dos clientes e uma forma mais rica de encontrar as melhores soluções.
2 - Pela sua experiência, tem aumentado a guarda de logs de conexão no país, medida prevista Marco Civil da Internet? Como você enxerga esse cenário?Marcus: Entendemos que vivemos novos tempos onde as testemunhas máquinas estão ganhando cada vez mais importância, ou seja, cada vez mais as máquinas falam por nós ou sobre nossas ações com poder legal. Com isso, independente do Marco Civil, já observamos uma crescente preocupação das empresas com a gestão de Logs. O Marco Civil certamente acelerou o processo de conscientização e preparação das empresas mas entendemos que ainda temos um longo período até as empresas atingirem maturidade na gestão do ciclo de vida de Logs.
3 – E na área da governança corporativa, de que maneira você vê o papel do Direito Digital?Marcus: A primeira função dos Logs é garantir o registro de ações das organizações perante seus clientes, funcionários, fornecedores e governo e funcionar um recurso de rastreabilidade para esclarecer quaisquer dúvidas. É importante lembrar que os registros que deverão ser armazenados são de escolha da instituição e muitas vezes estão sujeitos a normas e regulamentações específicas do setor de atuação. O Direito Digital é fundamental na interpretação de normas e leis que regulem quais informações devem ser armazenadas, por quanto tempo e em que condições. Sem uma análise legal criteriosa é muito alta a probabilidade de errar ao escolher quais informações guardar, por quanto tempo e como.
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