Teste, teste e teste: a melhor recomendação do segundo dia do #legalweek19

Continuamos aqui na #legalweek19 e nesse segundo dia, assisti a alguns painéis que se aprofundaram nas aplicações das ferramentas tecnológicas disponíveis aos escritórios e departamentos jurídicos.
O termo ALSP — Alternative Legal Service Providers — é amplamente utilizado por aqui para definir as legaltechs e outras empresas que prestam serviços para mercado jurídico, como as big four.
Líderes de escritórios e departamentos jurídicos mundiais e americanos relataram que enfrentam as mesmas questões em relação às ALSP’s que nós aqui no Brasil: boas demos e discursos de venda não garantem eficiência e eficácia na entrega da solução.
Neste cenário, as principais recomendações são:
Testar, testar, testar;
Usar e abusar das demos;
Envolva seus times operacionais nos testes;
Só contrate a solução quando tiver certeza de que entrega o que promete.
Particularmente aos escritórios que oferecerem tech solutions, recomendam que, além de garantir o funcionamento e a efetiva entrega do que promete, tenham em mente que devem garantir eficiência e consistência na solução, pois esta é a expectativa de seus clientes.
O maior ensinamento do dia
Uma das discussões mais interessantes do dia foi em relação às ferramentas de predição utilizadas pelos advogados na condução de ações judiciais e quais impactos elas causarão nas decisões judiciais futuras. Por exemplo:
Poderemos utilizar os resultados de uma ferramenta de predição para questionar decisões judiciais contrárias ao comportamento normal de decisões anteriores do mesmo juiz e tribunal?
Os advogados devem utilizar os resultados para convencer clientes sobre a propositura ou não de uma ação? Ou devem utilizar as informações como backup ao seu convencimento técnico jurídico para orientar o cliente?
Perguntas sem respostas ainda, mas que irão gerar discussões éticas acerca da utilização destas tecnologias.
Inteligência Artificial
O que é inteligência artificial?
Durante os painéis, todos os debatedores foram unânimes ao afirmar que inteligência artificial é um termo que, ao mesmo tempo, quer dizer tudo e nada.
Inteligência Artificial é um conjunto de ferramentas como: Machine Learning, Natural Language Processing, Deep Learning e Advanced Interfaces, entre outras.
Dentre essa gama de ferramentas, a principal discussão se deu em torno do machine learning que, basicamente, é a capacidade da máquina interpretar um grande volume de dados e indicar trends e prescrições.
Estes resultados do machine learning devem ser supervisionados e validados pelos advogados para garantir consistência e efetiva aplicação prática, retroalimentado a máquina para que aprenda e evolua em suas interpretações. Os exemplos das imagens anexas ilustram o conceito de supervisionado e não supervisionado:


Continuamos aqui em NYC acompanhando as novidades do #legalweek19 e amanhã compartilharemos mais um aprendizado!
Acompanhem!
Gustavo Coelho, sócio do PG Advogados

